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14 dezembro 2017

O Príncipe Herdeiro - Gabriela Cardial

Olha eu de novo!
Enquanto a resenha não está pronta, vou postar mais uma parte de um outro livro que, para quem segue o blog é muito conhecido por suas várias etapas haha'. Então, a princípio (guardem bem isso), essa aqui é a versão mais próxima da final do livro. Ainda estou terminando de escrever, e talvez leve mais ano, porque infelizmente eu não tenho nenhum tempo sobrando, por causa da facul... mas as férias estão aqui, não é mesmo?
Sem mais delongas, a última versão que posto de O Príncipe Herdeiro!

Rastros de Sangue - Gabriela Cardial

Faala, galerinha.
Tenho a ideia desse livro guardada há muito tempo na gaveta e me bateu uma vontade de começar a (re)escrevê-lo. Por isso quis dar um gostinho para vocês, para verem se gostam. Talvez publique mais dois ou três caps, dependendo do que acharem...

12 dezembro 2017

Pirataria é coisa séria

Galera, assunto sério.

Recebi um aviso de que a conta do blog tinha sido desativada em razão de violação dos regulamentos da Google. Depois de procurar muito, descobri que tinha gente compartilhando link ou pedindo para mandarem por email arquivos em pdf de tal livro.

Não façam isso. Não digo só no blog, mas não contribuam, seja por qualquer meio. Pirataria é coisa séria, por isso não infrinjam os direitos autorais. Um(a) autor(a) passa por um perrengue para poder conseguir publicar - e escrever - um livro. Ponham a mão na consciência, até porque esses comentários que estavam rolando não prejudicaram só o autor, mas o blog também.

Bom, é isso. Faz tempo que não publicamos nada aqui, então é meio chato ter que vir só para isso.
Daqui a alguns dias devo publicar uma resenha - TO DE FÉRIASSS, AMÉM!

Até lá, e pensem bem nisso. Pelo visto vou ter que começar a tomar mais conta do blog...

XOXO 

19 fevereiro 2017

Resenha: A mulher na cabine 10 - Ruth Ware [editado]

Fala, galerinha!

Terminei este livro faz menos de cinco minutos e uma força maior me fez vir aqui contar tudo para vocês. The woman in cabin 10 infelizmente ainda não foi traduzido para o português - eu honestamente nem sei se há alguma possibilidade de chegar -, mas vocês precisam conhecer essa história e o trabalho da autora, Ruth Ware. É simplesmente incrível. Eu faço questão de espalhar isso para quem quiser ouvir - e quem não quiser também. Vou tentar mandar email com indicação para as editoras, para ver se alguma delas decide entrar em contato com a autora para comprar os direitos. Porque quem não sabe inglês e ama uma boa história, TEM QUE TER o direito de ler esse suspense psicológico incrível.

EDIT: O LIVRO FOI PUBLICADO PELA EDITORA ROCCO. DISPONÍVEL NA SARAIVA  TRAVESSA
Mas vamos ao que interessa!

Resultado de imagemTítulo: The woman in cabin 10
Autora: Ruth Ware
Sinopse: In this tightly wound story, Lo Blacklock, a journalist who writes for a travel magazine, has just been given the assignment of a lifetime: a week on a luxury cruise with only a handful of cabins. At first, Lo’s stay is nothing but pleasant: the cabins are plush, the dinner parties are sparkling, and the guests are elegant. But as the week wears on, frigid winds whip the deck, gray skies fall, and Lo witnesses what she can only describe as a nightmare: a woman being thrown overboard. The problem? All passengers remain accounted for—and so, the ship sails on as if nothing has happened, despite Lo’s desperate attempts to convey that something (or someone) has gone terribly, terribly wrong…
Editora: Scout Press
Nº de páginas: 341

Fiquei com preguiça de traduzir a sinopse, já que vou fazer um resumão. Só não queria deixar o espaço vazio.
Enfim...
  Laura "Lo" Blacklock é jornalista em uma revista de viagens. Trabalhando na Velocity há quase dez anos, Lo não tem muitas perspectivas. Ela simplesmente aceitou que seu emprego na revista é o máximo que vai conseguir como jornalista e que não há nada mais além disso... até surgir uma oportunidade única. Com sua chefe em licença maternidade, Lo é escolhida para cobrir o lançamento de um luxuoso cruzeiro, que irá zarpar pelo mar do Norte durante uma semana somente para os convidados da exclusivíssima lista de Lord Bullmer, o dono do navio.
  Animada com a possibilidade de uma promoção na carreira, Lo não vê como sua vida poderia ficar melhor. A realidade, contudo, se mostra um pouco mais dura do que ela idealiza. Dias antes da viagem, sua casa é arrombada no meio da noite. Lo escapa com não mais do que um arranhão no rosto, a bolsa levada e uma maçaneta escancarada, mas os efeitos psicológicos são os piores. Ela começa a ficar paranoica por causa do trauma. Não consegue dormir e usa a bebida para tentar esquecer da sensação hostil de que o homem vai voltar à sua casa e causar mais estragos do que antes. Para piorar, antes de viajar até o porto no qual o cruzeiro Aurora Borealis a aguarda, ela e seu namorado, Jude, acabam discutindo e o término é quase certo.
  Chegando ao navio, Lo fica encantada com a grandiosidade e requinte do pequeno grande barco. Tudo parece perfeito. Sua suíte - a nona de dez - é quase maior do que seu apartamento inteiro. O banheiro não poderia ser melhor nem se estivesse em seus sonhos. A comida? Ainda melhor. Apesar de estar fisica e emocionalmente exausta pelas incontáveis horas sem dormir, Lo acha que essa viagem pode ser exatamente o que ela precisa para que sua vida volte aos trilhos.
  Ela só não contava com a morte de uma mulher na cabine ao lado da sua.

17 fevereiro 2017

Pit stop - Dicas de leitura para o carnaval

Faaala, galerinha! Tudo bem?
Carnaval chegando, muita folia, animação, bebedeira, uhuuuul... para quem gosta. Se você, assim como eu, é do Rio e não se importa com a data, aqui vai uma pequena lista com dicas para o feriado. São livros curtos, rápidos e deliciosos (pelo menos para mim).
Preparados?

1 - A Mulher Silenciosa


Autor(a): A.S.A. Harrison
Sinopse: Jodi e Todd estão juntos há 20 anos e aparentemente, levam uma vida invejável. Todd é um empreiteiro bem-sucedido que pode bancar alguns luxos, como o enorme apartamento com uma vista deslumbrante para o lago, um Porsche (dele) e um Audi (dela) na garagem, e o estilo de vida de Jodi. 
Psicoterapeuta, ela atende em casa apenas dois clientes por dia, e tem tempo de sobra para as sessões de pilates, as aulas de arranjos florais, os passeios com Freud, o Golden Retriever do casal, e o preparo das refeições gourmet de que tanto gosta. Jodi ainda fica ansiosa ao ouvir a chave do marido abrindo a porta. Todd diz que nunca encontrará uma mulher igual a ela.
Essa fachada perfeita, porém, está prestes a ruir. Todd é um adúltero incurável, e Jodi sabe disso. Ela é a esposa silenciosa, preparada para tolerar as traições do marido com o intuito de manter as aparências. Até que Todd sai de casa - para viver com uma mulher com metade da idade dela, filha de seu melhor amigo. Magoada, humilhada e, por fim, financeiramente abalada, Jodi começa a contemplar o assassinato como uma opção razoável.
Contado alternadamente nas perspectivas dele e dela, A Mulher Silenciosa é um livro sobre um casamento à beira do fim, um casal na direção da catástrofe, concessões que não podem ser feitas e promessas que não serão cumpridas. Um thriller psicológico sofisticado, que seduz o leitor desde a primeira página.
Número de páginas: 256

  A história é instigante e bem dramática, daquelas que te obrigam a devorar o livro para saber tudo o que está por trás. Foi uma leitura muito boa, mas ao mesmo tempo me deixou extremamente com raiva. Nada relacionado à autora, mas a dois personagens que são o maior lixo do mundo.


2 - O Teste

Autor(a): Joelle Charbonneau
Sinopse: No dia de formatura de Malencia ¿Cia¿ Vale, e dos jovens da colônia de Five Lakes, tudo o que ela consegue imaginar - e esperar - é ser escolhida para O Teste, um programa elaborado pela United Commonwealth que seleciona os melhores e mais brilhantes recém-formados para que se tornem líderes na demorada reconstrução do mundo pós-guerra. Ela sabe que é um caminho árduo mas existe pouca informação a respeito desta seleção. Mas então ela é finalmente escolhida e seu pai, que também havia participado da seleção, se mostra preocupado. Desconfiada sobre o seu futuro, ela corajosamente segue para longe dos amigos e da família, talvez para sempre. O perigo e o terror a aguardam. 

Será que uma jovem é capaz de enfrentar um governo que a escolheu para se defender? 
Número de páginas: 320

Para os fãs de romances distópicos, O Teste é a escolha certa. Uma mistura de Jogos Vorazes com Divergente, preciso falar mais alguma coisa? Se ainda não estiverem convencidos, tem uma resenha bem aqui


3 - Para todos os garotos que já amei

Autor(a): Jenny Han
Sinopse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou - cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. 
Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.Número de páginas: 320

Um pouco de romance nunca fez mal a ninguém, não é mesmo? Com certeza a maioria dos leitores já deve conhecer esse livro, que é incrivelmente delicioso. Se os que não leram precisavam de um empurrãozinho, problema resolvido. Também já fizemos uma resenha.


4 - Prince of Thorns


Autor(a): Mark Lawrence
Sinopse: "Guerra, meus amigos, é uma coisa bela. Aqueles que dizem o contrário não sabem o que estão perdendo."
Príncipe Jorg Ancrath

Tem início a trilogia dos espinhos. 

Ainda criança, o príncipe Honório Jorg Ancrath testemunhou o brutal assassinato da Rainha mãe e de o seu irmão caçula, William. Jorg não conseguiu defender sua família, nem tampouco fugir do horror. Jogado à sorte num arbusto de roseira-brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente sua pele, e sua alma. O príncipe dos espinhos se vê, então, obrigado a amadurecer para saciar o seu desejo de vingança e poder. Vagando pelas estradas do Império Destruído, Jorg Ancrath lidera uma irmandade de assassinos, e sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram. 
Número de páginas: 360

O que falar desse livro? Simplesmente uma das melhores histórias da literatura fantástica que já li. A escrita do sir Lawrence é muito envolvente e o enredo do livro me atrai muito. Uma combinação perfeita. Não ficou convencido? Dê uma olhada na resenha.


5 - Até você ser minha

Autor(a): Samantha Hayes
Sinopse: A assistente social Claudia Morgan-Brown está prestes a realizar o sonho de sua vida: vai dar à luz uma menininha. Apesar da ausência do marido ao longo da gravidez - James é oficial da Marinha e fica semanas e até meses longe de casa -, ela mal pode esperar para segurar seu bebê nos braços após várias tentativas e perdas. 
Porém, as diversas tarefas de Claudia, além da responsabilidade de cuidar dos gêmeos Oscar e Noah, filhos do primeiro casamento de James, deixam o casal preocupado. A próxima partida de James se aproxima, e eles decidem contratar uma babá. 
Zoe Harper quer muito o emprego. Com as melhores recomendações, ela conquista os gêmeos e se muda para o lar do casal. Mas Claudia logo percebe que a mulher tem outros motivos para se aproximar da família. 
As suspeitas de Claudia se transformam em verdadeiro terror quando começa a ocorrer uma série de ataques brutais a mulheres grávidas na cidade. Imersos em problemas familiares, os investigadores Lorraine Fisher e Adam Scott são forçados a deixar suas questões de lado e correr contra o tempo para encontrar o assassino antes que ele cometa mais um crime. 
Uma narrativa repleta de reviravoltas, Até Você Ser Minha traz os desejos humanos mais intensos e mostra quão longe alguém pode chegar para conseguir o que quer. 
Número de páginas: 336

Samantha Hayes... Antes de Até você ser minha, nunca tinha lido nenhum romance da autora. Agora, não consigo pensar em outra coisa. Alguém por aqui acostumado com Harlan Coben? Pois bem, a senhorita Hayes consegue fazer o mesmo. Taquem-me uma pedra: ela talvez seja melhor. Pelo menos na minha humilde opinião. Resenha aqui.

15 fevereiro 2017

SAF - La La Land

Olá, prateleiros!!
  Então, já faz um tempo desde a última vez que escrevi uma review de filme. Assisti a tantos em 2016 e perdi a oportunidade de comentá-los com vocês. Mas não se preocupem, os mais queridos e interessantes ficaram no meu coração e serão resenhados aqui. O primeiro da leva será La La Land, um filme incrível, que me fez suspirar a cada música.
  Chega de papo furado e vamos ao que interessa!

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Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.
Duração: 2h 08min

  Não achei que fosse gostar do filme. Apesar de estar muito animada para assistir e vendo toda a hype, longa-metragens musicais não são muito o meu estilo. O filme já começa com cantoria, em um engarrafamento de Los Angeles. Uma mulher começa a cantar dentro de seu carro e então várias pessoas se juntam, todo mundo sai dos carros e a cantoria toma uma proporção esmagadora. Na hora já torci a boca e pensei "Não vou aguentar isso até o final". Pensei que o filme seria naquela vibe Os Miseráveis, da Anne Hathaway, lembram? Mas me enganei.
  Há muita música sim, não há como negar, mas como explicar? Sabe aqueles filmes da Disney que marcaram a sua infância? Aqueles em que as canções são bem encaixadas e depois de ouvir algumas vezes - talvez uma só - você já sabe a letra de cor? Então, La La Land é assim. E, de bônus, temos uma história completamente apaixonante sobre, sem rodeios, a vida como ela é. Altos e baixos, paixões passageiras e duradouras, encontros e desencontros. No final, eu estava me debulhando em lágrimas. Na primeira vez que assisti fiquei inconsolável, achei que era uma puta falta de sacanagem terminarem o filme daquele jeito. Mas, quando assisti outra vez, fui mais racional. É uma história realista. Linda, emocionante, mas duramente realista.
  Como eu já disse, as músicas são viciantes. Os cenários? De tirar o fôlego. Além disso, a atmosfera do longa, o jazz, as roupas, a música, por vezes podem nos fazer esquecer que a história de fato se passa no século XXI. É um tanto arrebatador!

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  Além disso, como se não bastasse, há várias referências a filmes clássicos espalhadas pelo filme. Não me perguntem todas, porque não vou saber. Meu máximo foi reconhecer Cantando na Chuva e A Bela Adormecida. Alguém já deve ter feito uma lista, então depois vocês podem dar uma olhada.

  Enfim, o filme me agradou muito. Está concorrendo ao Oscar, igualando-se ao record de Titanic - ai, meu coração - com quatorze indicações. Se merece ganhar? Não posso afirmar com 100% de certeza porque não assisti a todos os outros indicados e, vamos ser honestos, com Viola Davis na briga fica muito complicado, não é mesmo?

  Já deixo um gostinho para vocês; a próxima review será sobre um filme que me deixou muito feliz, sendo uma futura profissional do ramo: A Chegada.

Se tiverem a oportunidade, assistam a La La Land. Mesmo que não goste de musicais(eu também não curto muito), não vai se decepcionar.

Até a próxima, bitches!
XOXO

12 fevereiro 2017

Resenha: O apanhador no campo de centeio - J.D.Salinger

Olá, pessoas!
Eu falei que as férias seriam abarrotadas de resenha, né? Só que a realidade foi um pouco diferente... #sorry
Porém, venho trazer a resenha de um ótimo livro com um péssimo personagem principal. Um clássico da literatura americana que já gerou muitas polêmicas - inclusive envolvendo assassinatos, pasmem!
Então vamos ao que interessa!

Título: O apanhador no campo de centeio
Autor: J.D.Salinger
Sinopse: Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois. Revela tudo o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?
Editora do Autor
Nº de páginas: 208
Onde comprar? Saraiva Submarino

O livro conta a história de Holden Claufield, um jovem nova yorkino de dezessete anos que é expulso do internato Pencey Prep alguns dias antes da pausa para as festividades natalinas. Não querendo encarar as consequências de seus atos - ele já tinha sido expulso de outros colégios por conta de seu descaso com os estudos -, Holden decide passar o final de semana em Nova York, onde encontra velhos amigos, uma ex-namorada, muitas confusões e longas noites de solidão e pensamentos quase excessivamente depressivos.

Apesar do romance ter sido publicado em 1965 e se passar em 1949, a linguagem utilizada no livro é de certo modo atual, embora um tanto desgastante. Holden é um dos piores protagonistas que já conheci. Ele é mimado, reclamada de todos os cenários possíveis e tem uma tara pela palavra "phony" (não sei como traduziram para o português). A narrativa pode ser um tanto estranha e confusa no início, porque os eventos são descritos em uma ordem um tanto desconexa. Holden começa a descrever um determinado acontecimento e de uma hora para outra o assunto muda completamente, fazendo com que muitas vezes não se chegue ao ponto.
Claro, nas discussões em sala de aula nós debatemos sobre isso. O estilo escolhido por Salinger é proposital; ele quer nos fazer ler a história exatamente como se os pensamentos estivessem fluindo como uma cascata da cabeça de Holden para o pedaço de papel. Porque é exatamente isso que o romance é: uma tentativa de escapatória de Holden por meio da escrita.
Claufield tem extrema dificuldade em se distanciar do passado, da infância, e passar para a vida adulta. Para ele, o mundo adulto é todo "phony" e deve ser evitado a todo custo. Ironicamente, Holden está no limiar entre a infância e a maioridade. Ele fuma, sempre fala sobre como quer transar com uma garota, se embebedar, comprar coisas com seu próprio dinheiro. Contudo, ao mesmo tempo, ele se recusa a aceitar essa transformação. Em um episódio do livro, ele chama uma prostituta, mas no final acaba desistindo e só quer conversar com a moça. Em outro caso, ele quer fugir, desaparecer, mas desiste. Ou seja, ele é um covarde que só fala, fala e não faz nada.
Holden Claufield é o menino mais inconstante que eu já vi na vida! Não é porque ele é adolescente, como vários argumentam. Ele é assim porque, desculpa o vocabulário, ele é chato para caceta! Está preso ao passado e tem medo do futuro, de mudanças, porque é traumatizado com um evento que aconteceu e que ele gostaria com todas as forças poder mudar. Mas não pode, porque essa é a vida e ele precisa aprender a seguir em frente.

O romance é repleto de simbolismos, que são interessantíssimos de se discutir. Há o carrossel, o chapéu de caça vermelho que ele usa diversas vezes durante o livro apesar de ficar ridículo, o Museu de História Natural, o próprio termo "apanhador no campo de centeio" e até mesmo os patos do Central Park!
É um livro incrível, realmente. Acho que, se não tivesse que ler tantos outros materiais enquanto o tinha em mãos, teria terminado em dois dias. Fora a irmã dele, Phoebe, todos os outros personagens são um tanto entediantes, para ser sincera. Eu não posso debater tanto quanto queria, porque senão vou soltar muitos spoilers. Mas, caso vocês se interessem, podem mandar email assim que terminarem a leitura, ou podem assistir a esses dois vídeos do John Green (ele mesmo, autor de A Culpa é das Estrelas), que são muito interessantes.

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Bom, por hoje é só.
Espero que tenham se interessado, porque não sabem o que estão perdendo. Se não gostam de clássicos, relaxem, porque eu também já cheguei a pensar assim e é pura bobagem.

Até a próxima, bitches!
XOXO

17 dezembro 2016

Resenha: A Passagem - Justin Cronin

Faaaaaaaaaaala, galerinha!!
    Muito tempo, não é? Bem, eu estou de férias e vocês já estão carecas de saber que, desde que eu e a Anne começamos a faculdade, férias é sinônimo de Pratelivros de volta à ativa! Então, nada melhor para comemorar do que uma resenha que eu já estou devendo a vocês faz um bom tempo.
    Se você já é velho aqui no blog, sabe o quanto eu AMO A Passagem. Acreditem ou não, essa belezinha de 800 e tantas páginas foi um dos meus primeiros livros e o amor foi instantâneo. Por isso, como o último livro finalmente chegou à minha prateleira, estou relendo a trilogia e achei um bom momento para enfim fazer uma resenha. Preparados?
    Então vamos ao que interessa!

Título: A Passagem
Autor: Justin Cronin
Sinopse: Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos traços de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue. 
Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país - talvez um planeta - que nunca mais será o mesmo. A cada noite, a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior. 
Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada - através de décadas e milhares de quilômetros - até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado.



Editora Arqueiro
Nº de páginas: 816
Onde comprar: Submarino(mais barato)  Saraiva

    O romance acontece na América pré- e pós-apocalíptica. A história começa com Amy e sua mãe, Jeannette, que faz de tudo para sustentar as duas com seu precário salário de garçonete. Apesar de seus esforços, Jeannette não vê outra escolha senão abandonar Amy e desaparecer. Ela encontra o Convento das Irmãs da Misericórdia e convence uma das irmãs, Lacey Antoinette, a cuidar de Amy sob a promessa de que voltaria para buscá-la assim que consertasse o carro. Mas ela nunca mais voltou.
    Enquanto isso, uma droga experimental está sendo produzida por cientistas e o exército americano. É chamada "Projeto Noé"; doze homens que foram sentenciados à pena de morte e se tornaram cobaias de um experimento para criar soldados "imortais". Contudo, é preciso mais uma paciente: uma criança, uma menina esquecida pelo mundo. Amy. Assim, o governo americano envia dois agentes do FBI, Wolgast e Doyle, para - confidencialmente - levar Amy do Convento para Telluride, no Colorado.
    Porém, a operação não segue como o planejado e os três são perseguidos pela polícia local. Wolgast começa a questionar sua tarefa; ele se recusa a entregar Amy para os cientistas. Mas Doyle o obriga. Já em Telluride, Amy é contaminada com o vírus. Dias mais tarde, as doze cobaias - chamadas de Virais, Fumaças e Saltadores - escapam do complexo e desencadeiam o caos, enquanto Wolgast e Amy fogem para as montanhas a fim de se afastar do perigo.
   Noventa e dois anos depois, há uma pequena civilização circundada por um muro colossal e protegida pelas luzes. As almas que lá vivem a chamam de "A Colônia". Em seu pior momento, Amy surge do nada, com a mesma aparência jovem. Junto com Peter, Alicia, Caleb, Michae, Sara, Hollis, Mausami e Theo, a "Garota de Lugar Nenhum" irá se aventurar nas Terras Escuras, encarando os perigos para chegar ao seu destino e salvar a humanidade.

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   A escrita do Cronin é apaixonante, pelo menos para mim. Se vocês perguntarem à Anne, ela vai dizer que o livro é chato para caraca e que vocês não devem ler. Eu discordo, devem sim! Se gostam de uma história envolvente, com diversas reviravoltas e momentos de tensão, A Passagem é uma ótima escolha. Ah, e o tio Justin é meio acanhado na hora de matar os personagens principais... Mas, confiem em mim, quando ela faz isso, você fica DES-TRU-Í-DO.
    As personagens também são muito fortes, principalmente as femininas. Amy é uma criança tão pequena, mas tem a sabedoria e arca com as responsabilidades como uma anciã. Mausami, mesmo estando grávida, persevera em seu caminho, honrando seu posto na proteção da Colônia e não desistindo até que fosse impossível continuar. Sara cuida de todos; é a enfermeira do grupo e muito mais forte do que aparente. E Alicia... AH, ALICIA!... minha filha vai ter esse nome por causa dela porque, se me permitem a expressão, que mulher FODA! Em todos os sentidos. Ela é uma badass e eu quero ser que nem ela quando crescer.
    Como se isso não bastasse, o romance tem várias partes engraçadas e muitos simbolismos, que deixam a história mais e mais interessante. Para vocês verem, é tanta coisa que escrevi meu artigo da faculdade sobre isso e, sério, eu chorei no final de tão lindo.
     Não se intimidem com a quantidade de páginas, porque cada uma delas vale a pena. Bastaram pouco mais de vinte páginas para eu ficar completamente imersa e, depois de reler, me apaixonar ainda mais. É uma história profunda que vai muito além do que está escrito naquelas páginas. É a luta da humanidade contra ela mesma, para que persevere, para que melhore.
    É simplesmente maravilhoso, eu nem sei mais o que dizer para convencê-los. Só leiam. E me contem depois o que acharam. Podem mandar email, mensagem no facebook, o que quiserem. Só me contem se gostaram ou não, porque o que eu quero mesmo com essa resenha é espalhar a palavra do senhor Justin Cronin para vocês. Combinado?

Então, por hoje é só.
Espero que tenham gostado e se preparem, porque esses três meses vão bombar!

Até a próxima, bitches!
XOXO

kiss lana del rey bye goodbye farewell
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