Resenha: Um por um - Ruth Ware

Faaaaaaala, pessoal! Tudo bem? Feliz Ano-Novo pra todo mundo!

Hoje eu vim falar de um livro que não me encantou muito, mas foi bom de acompanhar pelo menos. Não sei se a história é um pouco fraca ou se eu esperava muito por se tratar da Ruth Ware, uma autora que eu amo de paixão e com quem dificilmente me decepciono, como vocês podem ver por outras resenhas aqui do Blog, só que desta vez não deu liga pra mim, infelizmente.

Mas vamos para a resenha para vocês entenderem melhor do que estou falando.

Título: Um por Um

Autora: Ruth Ware

Tradutora: Alyda Sauer

Sinopse: Snoop é o novo app do momento para quem gosta de música, criado por uma startup londrina que está no auge. Com a intenção de que todos confraternizem e fiquem a par das novidades da empresa, seus funcionários são convidados para um retiro corporativo em um chalé remoto nos Alpes franceses.

O grupo sai para esquiar, apesar do mau tempo, que causa insegurança em alguns deles. Mas Eva, uma das funcionárias, não consegue voltar. Com o auxílio do aplicativo, que permite que ela seja rastreada, o sinal do seu celular é localizado na base de um penhasco, e os colegas deduzem que ela não deve ter sobrevivido.

Para piorar, a tempestade de neve causa uma avalanche, que mantém todos os demais ― incluindo Danny e Erin, a dupla responsável pela administração do chalé ― presos e sem nenhum contato com o mundo exterior.

Agravando a tensão gerada tanto pelo confinamento da equipe quanto pelo debate sobre uma iminente oferta de compra da empresa, outro funcionário, Elliot, aparece morto no quarto, com o computador destruído. Nesse momento, todos ficam apavorados e percebem que a provável morte de Eva na neve pode não ter sido um acidente.

Em um claustrofóbico jogo de gato e rato, Ruth Ware brinda o leitor com mais um suspense cheio de adrenalina, ambientado em um cenário invernal que poderia ser aconchegante no calor de uma bela lareira, não fosse pelos arrepios provocados pela sombra da morte que espreita.

Editora: Rocco

N⁰ de páginas: 352

O livro é dividido em duas visões. De um lado, acompanhamos a perspectiva de Erin, a hostess que divide a administração de um chalé nos alpes franceses com Danny, o chef responsável por todas as refeições dos hóspedes durante sua estadia naquele refúgio nevado no meio do absoluto nada. Do outro, somos guiados pela visão de Liz, uma jovem tímida e reservada, que foi arrastada para uma semana com o pessoal de uma start-up em que ela nem trabalha mais e cujos funcionários odeia.

E isso acaba sendo um ponto em comum entre as duas, porque os fundadores da Snoop, o aplicativo de música que desenvolveram, são uma cambada de riquinhos petulantes e que (não tão) secretamente querem passar a perna uns nos outros por conta das ações da empresa.

A fôrma do livro é aquela que conhecemos da tia Ruth e que eu amo de paixão: a história vai pegando ritmo devagar, primeiro somos apresentados ao cenário geral, conhecendo o núcleo principal junto da protagonista, e isso vai dando tempo de formarmos uma primeira impressão dos navegantes daquela jornada, para então dar início ao ritmo frenético que vai se seguir até as últimas páginas. Só que no caso de Um por Um, a história em si das personagens e a interação entre elas não me cativou por completo, não me prendeu realmente à história de uma forma que desde o início eu queria saber mais, precisava continuar lendo pra entender o que ia acontecer e como ia se desenrolar. Pode ter sido coisa de momento minha ou o enredo em si não apelou tanto para mim, mas verdade é que passei uma boa parte do livro só empurrando com a barriga porque eu confio no taco de uma das minhas escritoras de suspense favoritas. E de fato, tem uns momentos de tensão muito instigantes em que eu parei tudo para continuar lendo e saber que fim aquela reviravolta ia ter... Mas não passou disso, umas 60 páginas em que realmente me senti envolta pela trama.

Não é um livro ruim, só não é memorável como A Mulher na Cabine 10, meu primeiro romance dela, imediatamente se tornou para mim. É um bom passatempo, me ensinou que nesses resorts de ski eles provocam pequenas avalanches controladas para não ter grandes desastres (spoiler: não funcionou) e deixou minha barriga roncando com cada prato que o Danny preparava. Mas eu não me conectei com basicamente nenhuma das personagens, o que acabou tornando as mortes só algo que ia acontecer mesmo e "tudo bem". Além disso, a tradução/revisão deixou um pouco a desejar. Tinha uns bons trechos com typo e nos quais dava para ver o original ali, de uma forma que me deixou um pouco incomodada (sim, sou chata, mas é porque é minha formação).

Mas se tem um ponto positivo é que a reviravolta foi realmente muito boa, especialmente quando as máscaras caem e as coisas começam a degringolar, e aí eu fui revisitando mentalmente as interações das personagens e percebendo singelos indícios que acabaram me passando despercebidos.

Em suma, mais um bom livro da tia Ruth Ware para a conta e ainda mais expectativa para o próximo. Se vocês curtem o estilo gato e rato e gostam de assassinatos em ambientes confinados, pode ser uma bela pedida.

Bom, por hoje é só!

Boas entradas e um Ano-Novo repleto de leituras!

Até a próxima, prateleiros

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