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19 fevereiro 2017

Resenha: A mulher na cabine 10 - Ruth Ware [editado]

Fala, galerinha!

Terminei este livro faz menos de cinco minutos e uma força maior me fez vir aqui contar tudo para vocês. The woman in cabin 10 infelizmente ainda não foi traduzido para o português - eu honestamente nem sei se há alguma possibilidade de chegar -, mas vocês precisam conhecer essa história e o trabalho da autora, Ruth Ware. É simplesmente incrível. Eu faço questão de espalhar isso para quem quiser ouvir - e quem não quiser também. Vou tentar mandar email com indicação para as editoras, para ver se alguma delas decide entrar em contato com a autora para comprar os direitos. Porque quem não sabe inglês e ama uma boa história, TEM QUE TER o direito de ler esse suspense psicológico incrível.

EDIT: O LIVRO FOI PUBLICADO PELA EDITORA ROCCO. DISPONÍVEL NA SARAIVA  TRAVESSA
Mas vamos ao que interessa!

Resultado de imagemTítulo: The woman in cabin 10
Autora: Ruth Ware
Sinopse: In this tightly wound story, Lo Blacklock, a journalist who writes for a travel magazine, has just been given the assignment of a lifetime: a week on a luxury cruise with only a handful of cabins. At first, Lo’s stay is nothing but pleasant: the cabins are plush, the dinner parties are sparkling, and the guests are elegant. But as the week wears on, frigid winds whip the deck, gray skies fall, and Lo witnesses what she can only describe as a nightmare: a woman being thrown overboard. The problem? All passengers remain accounted for—and so, the ship sails on as if nothing has happened, despite Lo’s desperate attempts to convey that something (or someone) has gone terribly, terribly wrong…
Editora: Scout Press
Nº de páginas: 341

Fiquei com preguiça de traduzir a sinopse, já que vou fazer um resumão. Só não queria deixar o espaço vazio.
Enfim...
  Laura "Lo" Blacklock é jornalista em uma revista de viagens. Trabalhando na Velocity há quase dez anos, Lo não tem muitas perspectivas. Ela simplesmente aceitou que seu emprego na revista é o máximo que vai conseguir como jornalista e que não há nada mais além disso... até surgir uma oportunidade única. Com sua chefe em licença maternidade, Lo é escolhida para cobrir o lançamento de um luxuoso cruzeiro, que irá zarpar pelo mar do Norte durante uma semana somente para os convidados da exclusivíssima lista de Lord Bullmer, o dono do navio.
  Animada com a possibilidade de uma promoção na carreira, Lo não vê como sua vida poderia ficar melhor. A realidade, contudo, se mostra um pouco mais dura do que ela idealiza. Dias antes da viagem, sua casa é arrombada no meio da noite. Lo escapa com não mais do que um arranhão no rosto, a bolsa levada e uma maçaneta escancarada, mas os efeitos psicológicos são os piores. Ela começa a ficar paranoica por causa do trauma. Não consegue dormir e usa a bebida para tentar esquecer da sensação hostil de que o homem vai voltar à sua casa e causar mais estragos do que antes. Para piorar, antes de viajar até o porto no qual o cruzeiro Aurora Borealis a aguarda, ela e seu namorado, Jude, acabam discutindo e o término é quase certo.
  Chegando ao navio, Lo fica encantada com a grandiosidade e requinte do pequeno grande barco. Tudo parece perfeito. Sua suíte - a nona de dez - é quase maior do que seu apartamento inteiro. O banheiro não poderia ser melhor nem se estivesse em seus sonhos. A comida? Ainda melhor. Apesar de estar fisica e emocionalmente exausta pelas incontáveis horas sem dormir, Lo acha que essa viagem pode ser exatamente o que ela precisa para que sua vida volte aos trilhos.
  Ela só não contava com a morte de uma mulher na cabine ao lado da sua.

  O livro começa um pouco devagar, apesar de toda a ação. Logo nas primeiras páginas, Ruth Ware já nos guia por uma história que tem de tudo para ser incrível e instigante... e tem muito sucesso.
Comprei o livro por impulso em meu último dia de viagem. Estava com 20% de desconto e eu ainda tinha meus últimos dólares. Não precisei ler muito da sinopse para ser pega de jeito. Quando vi que tinha morte e mencionavam o nome de Agatha Christie como referência para o estilo literário, já estava pagando no caixa. E não me arrependo nem um pouco.
  Sabe aquelas histórias em que você se envolve emocionalmente, mesmo não querendo? The woman in cabin 10 é assim. Por ser contada em primeira pessoa, a história é desenrolada vagarosamente e descobrimos os mistérios e acontecimentos no mesmo passo que Lo. Assim como ela, bancamos o papel de detetive e nos frustamos com a descrença daqueles que pedimos ajuda. É realmente angustiante! Porque você sabe que algo aconteceu, que há uma mulher morta, mas ninguém vai solucionar o caso porque ninguém acredita! Ou não quer acreditar, sejamos sinceros. Durante todo o livro, ela é tachada de maluca. Por mais que tente justificar suas afirmações, as únicas provas que têm simplesmente são arrancadas dela, e não há ninguém em quem possa confiar. 
  Eu não fiquei tão surpresa com o desenrolar da trama, mas ao mesmo tempo fiquei chocada. Eu sei, não faz muito sentido, mas foi o que senti. Pensei "ok, faz sentido vendo por esse lado", mas não foi algo que me surpreendeu, embora no decorrer da história eu não conseguisse apontar o dedo com certeza e indicar o culpado.
  Além disso, acho que foi um dos melhores finais de romance nesse estilo que já li. Cheguei a chorar de felicidade. Vocês vão se sentir assim também, se lerem.
  Virei fã da Ruth Ware, da sua escrita e da trama que consegue criar. Um tanto estilo Agatha Christie, apesar de ser quase injusto tentar comparar Ware à rainha do crime. De qualquer modo, é uma leitura maravilhosa e que provoca comichões atrás do pescoço até que a última página seja virada. Uma verdadeira indicação para os fissurados em thrillers psicológicos.

Bom, por hoje é só.
Até a próxima, bitches!
XOXO

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