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26 fevereiro 2016

Resenha - O Último dos Canalhas - Loretta Chase

  Oi, fofuchos!
  Hoje vou falar sobre duas coisas que amo: romance histórico e Loretta Chase. Pra quem não leu a resenha do primeiro livro dessa série, tanto eu e a Gabi amamos O Príncipe dos Canalhas. Por isso eu estava super ansiosa pra começar o segundo. E que, deixa eu te dizer, não me decepcionou.

http://www.editoraarqueiro.com.br/media/upload/conteudos/9788580414752.jpg 
Sinopse:
  O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela.
  Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça.
  Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insensatos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais.
  Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a derrota mais humilhante ao mesmo tempo que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nessa divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.

Loretta Chase é autora de O Príncipe dos Canalhas, ganhador do prêmio RITA de Melhor Romance Histórico.

Nota: 4 estrelas.
Páginas: 304 páginas.
Série: Canalhas, #2.
Título Original: The Lastion Hellion.
Editora Arqueiro
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  O duque de Ainswood, Vere Mallory já achei o nome sexy, parece determinado a se matar. Rico, com um título influente e respeitado, além de muito bem apessoado, ele parece estar preocupado apenas em desfrutar a vida despreocupadamente. Brigas, apostas e mulheres: é basicamente pra isso que o duque vive. Até que uma atraente Amazona quase parte sua cabeça ao meio. A partir daí, Ainswood vai fazer de tudo para se vingar dessa mulher que ele considera um perigo para sociedade e que aparentemente ele não consegue tirar da cabeça.
  Lydia Grenville não é exatamente uma dama modelo da sociedade londrina. Ela vive pelas próprias regras: não está à procura de um marido (mesmo que já tenha 28 anos, uma senhora na época), ousa ter um emprego, de jornalista, ainda por cima!, além de frequentar bares onde bebe como um homem com seus companheiros de profissão.

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   Em suas matérias, que vem ganhando bastante reconhecimento, ela critica a sociedade patriarcal londrina, e nobre como duque Vere. Não, Lydia não é uma dama qualquer. E Ainswood aprende isso do jeito mais difícil quando a confronta e acaba no chão. E assim começa esse confronto delicioso entre dois dos personagens mais obstinados que eu já vi.

"Na verdade, os dois sempre haviam sido impiedosos um com o outro. Sempre tinham trocado insultos e socos. Era como se comunicavam. Era como expressavam afeto e compreensão."

É impossível não comparar livros de uma mesma série que acompanham diferentes casais e é muito comum que nos decepcionemos com o decair da qualidade deles conforme avança a série. Mas Loretta, que já tinha me ganhado com o primeiro volume dessa série, me surpreendeu nesse segundo livro. Ela não só conseguiu criar uma estória de amor tão deliciosa e intensa como no último livro, mas também manteve a qualidade dos personagens e o bom humor da trama. Putz, gente, eu gostei muito desse livro. Loretta, miga, você arrasa.
  Os destaques continuam sendo os protagonistas. Lydia Grenville principalmente. 

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Ela é a representação da força e determinação feminina. Esse livro, aliás, fala mais sobre empoderamento feminino e valorização da mulher do que a grande maioria dos romance contemporâneos que tenho lido. A independência de Lydia e sua influência em seu campo de trabalho são claramente reflexo do seu intelecto e jogo de cintura. Uma daquelas personagens que te enchem de orgulho e merecem seu respeito. A personalidade forte, sua língua afiada e teimosia fizeram dela um personagem extremamente interessante, além de criar situações hilárias entre ela e seu arqui-inimigo.



“No mundo real, adulto, era mais fácil encontrar unicórnios do que príncipes encantados"

  Sobre Vere:

 

  Sim, ele tem uma reputação e tanto. Promíscuo, selvagem, inconsequente: isso é o que a sociedade pensa de Vere Mallory e o que ele quer que pensem.

“Segundo etimologistas, “Mallory” significa “infeliz” ou “azarado”. Mas na história da família do duque, queria dizer “encrenca”, com “E” maiúsculo. Alguns antepassados do duque tinham vivido muito, outros pouco, mas todos tiveram em comum uma vida intensa, porque essa era sua natureza: serem canalhas notórios de nascença”.

Mas conforme a leitura evolui, percebemos que ele tem muito mais no quesito caráter do que poderíamos imaginar. E eu simplesmente adorei o personagem. Tão teimoso e cabeça dura quanto Lydia, a dinâmica que isso dá à relação deles é incrível. Eles antagonizam o livro inteiro e a tensão e a química entre eles... UAU! Muito sexy.
   
"Se você tentar me substituir, você ficará tristemente desapontada. Eu não posso ser substituído. Eu sou o único homem no mundo que possui a combinação certa de qualidades pra você(...) Você pode cometer qualquer tipo de ultraje que sua mente maligna conceber, e ter a certeza de que participarei  de boa vontade. Você é uma encrenqueira, Lydia. Nada menos do que um canalha Mallory serviria pra você"
- Veere Mallory -

  Como se esse romance incrível não fosse o bastante, Loretta ainda inseriu algumas pitadinhas de suspense à trama, o que deixa tudo mais interessante.
  Um romance de qualidade com o qual você dificilmente se desapontará.
  Recomendo
  Beijos, people.





  Anne. 

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