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13 junho 2015

Resenha: A Bruxa da Noite - Nora Roberts

“Quando se trata de romance, ninguém é melhor do que Nora.”
 – Booklist

Sinopse:
  Com pais indiferentes, Iona Sheehan cresceu ansiando por carinho e aceitação. Com a avó materna, descobriu onde encontrar as duas coisas: numa terra de florestas exuberantes, lagos deslumbrantes e lendas centenárias – a Irlanda.
  Mais precisamente no Condado de Mayo, onde o sangue e a magia de seus ancestrais atravessam gerações – e onde seu destino a espera. Iona chega à Irlanda sem nada além das orientações da avó, um otimismo sem fim e um talento inato para lidar com cavalos. Perto do encantador castelo onde ficará hospedada por uma semana, encontra a casa de seus primos Branna e Connor O’Dwyer, que a recebem de braços abertos em sua vida e em seu lar.
  Quando arruma emprego nos estábulos locais, Iona conhece o dono do lugar, Boyle McGrath. Uma mistura de caubói, pirata e cavaleiro tribal, ele reúne três de suas maiores fantasias num único pacote.
  Iona logo percebe que ali pode construir seu lar e ter a vida que sempre quis, mesmo que isso implique se apaixonar perdidamente pelo chefe. Mas as coisas não são tão perfeitas quanto parecem. Um antigo demônio que há muitos séculos ronda a família de Iona precisa ser derrotado.
  Agora parentes e amigos vão brigar uns com os outros – e uns pelos outros – para manter viva a chama da esperança e do amor.

Nota: 1,5 estrelas.
Páginas: 320 páginas.
Título original: Dark Witch.
Série: Primos O'Dwyer # 1.
Editora Arqueiro.

  Iona foi descobriu através da avó que era especial. Através dela, Iona aprendeu sobre a história da Bruxa da Noite, Sorcha. O prólogo se passa no século XII e narra a história da Bruxa que, para derrotar o mal que assolava sua família, o bruxo conhecido como Cadhen, entregou sua vida e deixou seu legado e poder para seus três filhos: Brannaugh, Teagan e Eamon. Entretanto, o sacrifício de Sorcha não foi o suficiente, e seus descendentes, mesmo gerações depois, ainda se prepara para o ressurgimento de Cadhen. Assim, centenas de anos mais tarde, o poder da Bruxa da Noite permanece na família, sendo que Iona herdou o dom de empatia com cavalos de Teagan. Ela larga toda sua vida, seu emprego, casa e parentes dos EUA e parte para a Irlanda em busca de suas origens. Lá conhece seus primos Branna e Connor, que têm empatia com cachorro e falcão respectivamente. Com o círculo completo e o poder da Bruxa unido, os primos O'Dwyer tentam combater o ressurgimento de Cadhen.
  Enquanto treina com Brenna suas habilidades de feiticeira, Iona procura restabelecer sua vida fazendo o quemais ama: cuidar de cavalos. E é assim que conhece Boyle McGrath, o sério e irritadiço caubói que faz seu coração bater mais rápido.

  Então, essa é a história. Eu comecei o livro super animada, porque a Nora Roberts tem uma reputação maravilhosa e eu amei outro livro que li dela, Nudez Mortal. Eu pensei "Que lega! Esse livro tem magia, romance, foi escrito pela Nora, é na Irlanda...Vai ser muito bom!"


  Não meeeesmo. Que decepção.
  O livro já começa bem pacato, e eu esperei que seu ritmo aumentasse no decorrer da leitura. Mas não foi isso que aconteceu. Foi parado o livro todo e, mesmo nas cenas de desfecho, em cenas que a intenção era criar um certa tensão e expectativa...


  Não deu nem uma pitadinha de aflição. Nem aquele friozinho na barriga. Nada.
  E a magia? Troço mal explicado e aplicado. Me senti naquele filme "Abracadabra" : tosco e sem graça. Faz bola de fogo com a mão pra cá, faz peninha voar pra lá. Escreve uns feitiços com umas rimas bobinhas e pronto. Realmente não gostei do desenvolvimento dessa que é uma das partes mais importantes do livro. Broxante.
  E eu nem comecei a falar das metáforas. Era o tempo todo aquela lenga lenga de "o bem vence o mal" e uns diálogos forçados sobre "a força do bem" e lá pro final do livro eu cheguei num nível que, MEU DEUS, se eu ouvisse mais uma metáfora sequer sobre "luz e escuridão", eu desistiria.

  
  Mas não desisti. E tiveram sim partes que eu gostei.
  Iona, por exemplo, tem uma personalidade alegre e brilhante e eu amei seu jeito tagarela. Em contaste, Boyle é um homem duro e reservado, mas leal e amigo. Gostei de ver o desenvolvimento do relacionamento deles e como suas personalidades se combinam.
  Os primos Brenna e Connor também são bem carismáticos ao seu modo e confesso que, mesmo não tendo gostado muito desse livro, estou curiosa pra ver o destino desses dois. Mas ainda não estou certa de que continuarei a série Primos O'Dwyer.
  Além disso, o livro se passa na Irlanda e a autora de aproveitou disso pra descrever ricamente cenários de tirar o fôlego. Deu aquela vontade de fazer as malas e dar uma visitada nesse país maravilhoso. Mágico.
  Sim, fiquei entediada em várias partes e revirei meus olhos em outras, mas terminei minha leitura.
  Eu dei uma olhada na opinião de outras pessoas sobre o livro e muitas delas realmente gostaram dele.  Então, se você se interessou pela sinopse mas ficou com medo por causa das coisas que eu falei aqui, dê uma olhada em outras resenha pra ter uma opinião formada, ok?

  E aí, vão dar uma chance?





Anne.

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