Resenha: Caixa de Pássaros - Josh Malerman

"Um thriller perturbador"
- Kirkus Reviews 

Então, né, não achei tão perturbador assim...

Sinopse: Quatro anos depois de tudo ter começado, restauram poucos sobreviventes, incluindo Malorie e seus dois filhos pequenos. Morando numa casa abandonada próxima ao rio, ela sonha há tempos em fugir para um local onde sua família possa ficar em segurança. Mas a jornada que têm pela frente será assustadora: 32 quilômetros rio abaixo em um barco a remo, vendados, contando apenas com a inteligência de Malorie e os ouvidos treinados das crianças. Uma decisão errada e eles morrem. E ainda há alguma coisa os seguindo. Será que é um homem, um animal ou uma criatura desconhecida? 

Editora: Intrínseca
Nº de páginas: 272

  Thrillers me agradam. Gosto de sentir medo, aquele friozinho na barriga e a apreensão enquanto espero para saber o que acontece em seguida. Caixa de Pássaros com certeza é um ótimo livro, não há dúvidas - ainda mais por se tratar de um romance de estreia -, mas não achei que foi "um thriller perturbador". Por exemplo, Identidade Roubada me deu mais calafrios.
  Caixa de Pássaros trata-se de um thriller psicológio e, na minha visão, a superação de uma mulher. Concordo que a perspectiva de ficar "cega" de um dia para o outro me perturbaria, como diz a crítica, mas não senti tanto isso. Contudo, algo realmente inquietante é a falta de conhecimento sobre as temidas criaturas. Como as próprias personagens não as veem - e os que veem, morrem - não sabemos direito o que elas são e o porquê de causarem a morte dos que as vislumbram.
  É irritante porque sou curiosa! rs' e, infelizmente aviso, ao final você permanece no breu. Fiquei desapontada com isso. Queria uma explicação do motivo das criaturas despertarem a insanidade, apesar do autor de certo modo expor um argumento... só que sei lá, queria mais.
  Adorei a narrativa dele, super dinâmica. Numa hora estamos no presente e na outra, no passado. É interesse e inteligente porque ele muitas vezes explica uma situação que posteriormente será citada. As personagens são bem desenvolvidas, a história em si já é interessante e exatamente a falta de informações torna a leitura contagiante. Como Hugh Howey disse, esse é "um livro que deve ser lido de uma só vez".
  O passado mostra desde o momento em que Malorie descobre a gravidez até quando ela decide sair de casa com as duas crianças. O novo lar, os novos moradores, as diversas situações são narradas com maestria e encaixam muito bem. Já o presente mostra as dificuldades que ela e as crianças sofrem para chegar ao "Shangri-la". Para isso, precisa percorrer um longo caminho pelo rio atrás de sua casa, sem ter ideia para onde estão indo e o que podem encontrar no meio do caminho.
  Sério, imagine viajar trinta quilômetros após quatro anos enfurnada em uma casa, morrendo de medo do invisível? Tem que ter muito culhão - desculpe o vocabulário.
  Tanto o Garoto quanto a Garota - assim que ela os chama - nunca viram a luz do dia. Não viram nada, na verdade. Desde recém-nascidos Malorie os impede de enxergar e em troca sua audição é apurada.
 Dependendo da sorte, inteligência e um único sentido, os três terão que trabalhar juntos para completar sua viagem... ou morrer tentando.

  Honestamente, quem inventou o ditado "o que os olhos não veem o coração não sente" está muito errado... pelo menos quando o assunto é temer tanto uma criatura que é preferível ficar cego. Mas se bem que, se você não vê-la, não vai tentar se matar sem pensar duas vezes, então creio que o ditado vale. Em parte.
  Enfim...
  
  Livro muito bom, dá para ler em dois dias(estourando).
  Boa leitura e aguardem a próxima resenha! Ah, por favor, sigam o blog.

Até a próxima, bitches!
XOXO

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