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27 abril 2015

O Teorema Katherine - John Green


"Ele gostava de todos os livros, porque adorava o simples ato de ler, a magia de transformar os rabiscos de uma página em palavras dentro da cabeça."



Sinopse:
  Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada.  Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
  Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Minha Nota: 4,5 estrelas
Páginas: 304 páginas
Titulo Original: An Abundance of Katherines
Série: Volume Único
Editora Intrinsceca


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  Colin é um menino prodígio. Um menino prodígio em crise. Além de ter sido dispensado pela décima nona Katherine, Colin acabou de se formar do EM e não conseguiu elevar seu status de prodígio à gênio (sim, há uma grande diferença aí. Gênios são os criadores e perpetuadores do conhecimento facilmente adquirido pelos prodígios.) Colin não foi capaz de descobrir a cura do câncer, ou a solução para o aquecimento global. Não fez nada que seria capaz de tornar seu nome memorável na história humana. Diante de seu estado depressivo, Hassan resolve levar o melhor amigo numa viagem de carro sem rumo certo. E como sabemos desde de Cidades de Papel, colocar o pé na estrada pode ser libertador.
  A estrada os leva até uma minúscula cidade chamada Gutshot, onde, a caminho de visitar o túmulo de Arquiduque Francisco Ferdinando, Colin tem seu tão esperado e sonhado momento Eureca: ele escreverá um teorema que será capaz de mostrar, matematicamente, o desfecho de qualquer relacionamento. Essa era a sua chance de perpetuar sua existência através do seu legado.

“Qual o sentido de estar vivo se você nem ao menos tenta fazer algo extraordinário?"

  Bom, pelo menos por mim Sr Colin Singleton, você jamis será esquecido.
  Que personagem! Na verdade, é assim em todos os livros do John Green. Seus personagens nos fazem rir, nos emocionar, nos apaixonar, derramar lágrimas, nos revoltam... Os personagens dele nos fazem sentir, pura e simplesmente. Eles nos tocam. Evocam essa sensação de empatia, de conexão. São personagens reais e inimagináveis, extraordinários em sua simplicidade. São cheios de qualidades, sonhos, medo e insegurança. São cheios de vida.

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Sim John, você é.

  E os toques especiais do autor nesse livro me encantaram. As notas de rodapé, tão simplórias que normalmente passam desapercebidas durante uma leitura normal, no caso de O Teorema Katherine contam uma história a parte. Cada pequeno pedaço de informação inútil ali escrito nos fazia entrar e entender cada vez mais a mente do nosso prodígio, também conhecido como:

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Enciclopédia de esquisitices (e inutilidades) ambulante.

 Os anagramas, pelos quais Colin é apaixonado, foi outro detalhe que eu amei. Esse tipo de texto ganhou meu coração já nas primeira página de dedicatória, onde o John escreve um para a esposa. É claro que uma parte da essência desse estilo se perde na tradução, mas ainda somos capazes de apreciar a beleza do surgimento de novas histórias dentro das mesmas palavras. Inspirador.
 E narrativa dele? As palavras rebuscadas, o humor simples, os dados científicos, e os diálogos inteligente compõem essa história que apagou toda e qualquer dúvida de que John Green é um gênio. Inesquecível.

“Eu serei esquecido, mas as histórias ficarão. Então, nós todos somos importantes - talvez menos do que muito, mas sempre mais do que nada.”

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  Na verdade, eu não apoio a campanha acima. John Green jamais, sob hipótese nenhuma, deve parar de escrever seus livros e nos emocionar com suas palavras.
  We luv U, John.

  Mais uma vez John nos leva a refletir e nos questionar. Questionar nossas crenças, nossos objetivo e relações. Quem achamos que somos e quem realmente queremos ser. Onde queremos chegar e quem queremos ao nosso lado.

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Incorporemos nosso nerd interior! o//
  Recomendo.
  PS: Se quiserem - POR FAVOR, QUEIRAM - se tornem membros do Pratelivros. As bitches aqui agradecem, ok?




Anne.

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